terça-feira, 9 de julho de 2013

O Essencial: A Vida


Primeiramente, há a vida.
Observai as criaturas: o que primeiro se manifesta nelas é a vida, e só bem mais tarde começam a sentir, a pensar e a agir eficazmente.
A vida... esta palavra resume todas as riquezas do Universo que aguardam, indiferenciadas, inorganizadas, que uma força venha ordená-las e activá-las. Assim, na palavra "vida" estão incluídos todos os desenvolvimentos futuros.
Numa célula estão já potencialmente contidos todos os órgãos que um dia deverão surgir, tal como uma semente que é necessário plantar, regar e cuidar para que dê frutos. Assim, após um determinado tempo - tal como acontece com a semente -, tudo começa a sair e a tomar forma a partir desse magma, desse caos, dessa realidade indeterminada que é a vida.
Foi deste modo que surgiram os órgãos que hoje possuímos; e muitos outros aparecerão futuramente...
Dado que o corpo físico é feito à imagem do corpo astral, o corpo astral à imagem do corpo mental e assim sucessivamente até ao plano divino, assim como possuímos cinco sentidos no plano físico, possuímos também cinco sentidos - o tacto, o paladar, o olfacto, a audição e a visão - no plano astral e no plano mental...
Estes órgãos ainda não estão desenvolvidos nos outros planos, mas existem e esperam o momento de se manifestar.
Quando eles estiverem formados, os seres humanos terão possibilidades espantosas de ver, sentir, ouvir, saborear, agir e deslocar-se.
A vida, o ser vivo, a célula viva, o microrganismo, contêm todas as possibilidades de desenvolvimento, mas serão necessários milhares de anos para que possam manifestar-se na sua plenitude.
Aí reside o mistério e o esplendor da vida.

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A vida é a matéria primordial, o reservatório donde brotam diariamente novas criações que se ramificam até ao infinito.
A partir desta vida indiferenciada e sem expressão que existe como uma simples possibilidade, o espírito cria incessantemente novos elementos, novas formas...


de  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Harmonia e Saúde"
Colecção Izvor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pensamentos Quotidianos - 2013



As pedras são vivas, sim, vivas e conscientes.
Elas falam-nos e nós podemos falar-lhes.
Estais surpreendidos...?
Pois bem, fazei a experiência procurando comunicar com elas.
Pegai numa pedra com a mão e escutai-a: pouco a pouco, sentireis que ela vos conta a longa história da terra, todos os acontecimentos a que assistiu e que se registaram nela, porque tudo se regista.
E também podeis fazer-vos ouvir por uma pedra falando-lhe com amor, pois o amor é a linguagem universal que toda a criação compreende.
Se pegardes numa pedra com amor, logo ela vibrará de modo diferente e poderá responder-vos com amor.
Quando souberdes falar às pedras, também podereis confiar-lhes mensagens.
Pegareis numa pedra e, impregnando-a com o vosso amor, pedir-lhe-eis que leve a paz e a alegria à pessoa a quem ireis dá-la. Sentireis mesmo que ela está feliz por lhe confiarem essa missão.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

03/07/2013

Edições Prosveta

domingo, 30 de junho de 2013


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Actualmente, há tantas pessoas que trabalham para a paz no mundo!
Mas, na realidade, elas nada fazem para que essa paz se instale verdadeiramente. Nunca pensaram que,  primeiro que tudo, são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz para a qual eles pretendem trabalhar.
Enquanto escrevem acerca da paz ou se reúnem para falar sobre ela, continuam a alimentar em si a guerra, pois estão constantemente a lutar contra isto ou aquilo.
Então, que paz podem essas pessoas criar?
A paz tem de ser instalada pelo homem primeiro nele mesmo, nos seus actos, nos seus sentimentos e nos seus pensamentos. Só nessa altura é que ele trabalhará verdadeiramente para a paz.

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A paz tal como geralmente é compreendida não é a verdadeira paz.
Se, por alguns minutos ou algumas horas, não sentis interiormente nem agitação nem desordem, isso não é ainda a paz, porque não é um estado duradouro.
Uma vez que a verdadeira paz se instale, não mais podereis perdê-la.
Sim, a paz não é somente sentir-se bem, calmo e sem preocupações durante uns momentos, é algo mais profundo, muito mais precioso... A paz, como vos disse, é um resultado.
Quando os instrumentos de uma orquestra estão perfeitamente afinados, quando todos os músicos, à força de tanto terem trabalhado com o maestro que os dirige, o conhecem, gostam dele e lhe obedecem, resulta daí uma extraordinária harmonia.
No ser humano, a paz é também uma harmonia, uma sintonia perfeita entre os elementos, as forças, as funções, os pensamentos, os sentimentos, as actividades.
Esta paz profunda, inexprimível, é muito difícil de obter, porque para isso são necessários a vontade, a paciência, o amor e um grande saber. Só quando o discípulo começa a apreender e a compreender a natureza e as propriedades de cada elemento, de cada pensamento, de cada sentimento, de cada desejo, a fim de nunca introduzir em si nada que possa perturbar a sua harmonia interior, e, finalmente, quando ele consegue eliminar do seu organismo tudo o que não vibra em uníssono, é que ele obtém a paz.

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A paz, como acabo de dizer-vos, é o resultado de uma harmonia entre todos os elementos que constituem o homem: o espírito, a alma, o intelecto, o coração, a vontade e o corpo físico. E ela é tão difícil de obter justamente porque estes elementos raramente estão em harmonia.
Determinado homem tem pensamentos lúcidos, sábios, mas eis que o seu coração, onde se introduziu um sentimento inferior, o pressiona a fazer disparates. Ou, se ele está animado dos melhores desejos, é a vontade que está paralisada. Como quereis que, nestas contradições, ele se sinta em paz?
A paz é a última coisa que o homem pode obter. Mas, quando, após toda a espécie de sofrimentos e de lutas, de reveses e de vitórias, ele consegue finalmente fazer triunfar a sua natureza divina sobre todas as revoltas e todos os alaridos da sua natureza inferior, então, e só então, ele pode encontrar a paz.

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de OMRAAM  MIKHAËL AÏVANHOV

em "Rumo ao Reino da Paz"

Colecção Izvor




sexta-feira, 28 de junho de 2013


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Apesar de conhecermos o heliocentrismo como realidade astronómica, ainda não inferismo todas as suas consequências nos domínios biológico, psicológico, cultural e espiritual.
Agora, que começa a captar duma maneira mais directa a energia solar, porque não procura o homem, descobrir em si mesmo, na sua vida psíquica e, por extensão, na sua vida social, o cunho solar que ali se encontra oculto há já muito, muito tempo?
O Sol está presente em nós e, por isso, pode manifestar-se em cada um a ponto de alargar a nossa consciência a uma visão planetária dos problemas humanos.

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Tudo o que existe na Terra existiu primeiro, em estado etérico, no Sol.
Para compreender esta ideia é preciso saber que os elementos se formaram por condensação sucessiva. No começo, era o fogo. O fogo emanou dele uma substância mais densa, o ar, que, por sua vez, emanou a água. A água, por seu turno, desembaraçando-se dos seus elementos mais densos, formou a terra (aliás, já existem as provas científicas de que a vida que existe na terra saiu da água). Cada elemento é uma condensação dum outro elemento mais subtil: o ar do fogo, a água do ar, a terra da água.
Mas,  além do fogo que nós conhecemos, existe um outro fogo, a luz do sol, que é a verdadeira origem de todas as coisas.

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Enquanto não tentardes encontrar o centro, o vosso centro, que é a parte divina de vós próprios, e viver lá, olhar e agir de lá, não encontrareis a verdade, vereis tudo de uma maneira enganadora.

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Utilizarei todos os meios, todos os argumentos, todos os conhecimentos de que disponho para vos conduzir para esta verdade fascinante: deveis trabalhar para encontrar primeiramente o centro do nosso sistema, o Sol, essa fonte de onde brota a vida, e depois, no plano espiritual, Aquele que é o maior, o mais poderoso - o Senhor -, a fim de os ligar ao vosso próprio centro, a vossa centelha, o vosso Eu superior, visto que só nesse momento é que vos encontrareis a vós próprios, é que descobrireis a verdade.
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de OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Rumo a uma civilização solar"

Colecção Izvor