sábado, 27 de julho de 2013



OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em

lotusdourado7.blogspot.com


quinta-feira, 25 de julho de 2013

RESPIRAÇÃO (cont.)


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Ao estudarem a respiração e as suas ligações com os ritmos do Universo, os Iniciados descobriram que, para se poder comunicar com uma dada entidade ou uma dada região do mundo espiritual, é preciso encontrar um determinado ritmo e apropriar-se desse ritmo como de uma chave, tal como se faz quando se procura sintonizar um determinado comprimento de onda para se captar uma emissão de rádio. O comprimento de onda é um factor muito importante para entrar em comunicação com determinada emissora. Pois bem, o mesmo se passa em relação à respiração: é preciso saber a que ritmo se deve respirar para se entrar em contacto com esta ou aquela região do Universo.
A respiração pode, assim, revelar-nos grandes mistérios, mas na condição de sabermos acompanhá-la com um trabalho do pensamento.
Ao expirardes, pensai que conseguis estender-vos até tocar os confins do Universo; em seguida, ao inspirardes, voltai a vós, ao vosso ego, que é como que um ponto imperceptível, o centro dum círculo infinito. De novo vos dilatais... e vos contraís...
Descobrireis assim o movimento de fluxo e refluxo que é a chave de todos os ritmos do Universo.
Se tornardes este movimento consciente em vós, entrareis na harmonia cósmica e realizar-se-á  uma troca entre o Universo e vós, porque ao inspirardes recebereis elementos do espaço e ao expirardes projectareis, em retorno, algo do vosso coração e da vossa alma.

Aqueles que sabem harmonizar-se com a respiração cósmica entram na consciência divina.
Mas muitos de vós estão ainda longe de compreender a dimensão espiritual da respiração!
Se sentísseis essa dimensão, trabalharíeis durante toda a vossa vida para inspirar a força e a luz de Deus, e depois dar esta luz ao mundo inteiro.
Sim, porque a expiração também é isso: distribuir a luz que se conseguiu recolher de Deus.

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de  OMRAAM  MIKHAËL AÏVANHOV

em "Harmonia e Saúde"

quarta-feira, 24 de julho de 2013

RESPIRAÇÃO


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Precisais de aprender a respirar conscientemente, quer dizer, a ligar o pensamento à respiração, para poderdes atingir as forças ocultas no subconsciente. Em vez de fazerdes as vossas respirações matinais de um modo automático e de ocupardes o vosso pensamento apenas com a contagem dos tempos durante os quais deveis respirar, utilizai as mãos para contar e libertai o pensamento, preenchei-o com as ideias e as imagens mais luminosas, e fareis assim um trabalho magnífico.
A respiração consciente e profunda traz bênçãos incalculáveis à vida intelectual, à vida emocional e à vida física.
Deveis observar os bons efeitos dessa respiração no vosso cérebro, na vossa alma e em todas as faculdades; é um factor importantíssimo em todos os domínios da vida. Nunca descureis esta questão.

Procurai respirar conscientemente também nos pequenos actos da vida quotidiana, quando vos relacionais com as outras pessoas; isso permitir-vos-á ter autodomínio.
Antes de uma conversa, por exemplo, para que a discussão não degenere em disputa, ou quando tendes de repreender ou castigar uma criança, deveis afastar tudo aquilo que possa perturbar-vos, com a ajuda de uma respiração profunda: os pensamentos tornar-se-ão mais calmos e mais claros.

Estudai-vos, observai-vos quando passais por uma situação que vos faz sofrer, quando estais prestes a ceder à cólera ou à sensualidade: a vossa respiração perde a regularidade, a profundidade, torna-se irregular, ofegante.
Uma respiração irregular desperta forças negativas.
Bastar-vos-ia respirar cinco minutos assim para desencadeardes forças negativas em vós... e vice-versa.

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Uma boa respiração harmoniza as trocas.

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Antes de estenderdes a mão a alguém, respirai profundamente (com discrição, claro)... e fazei o mesmo antes de entrardes em casa de alguém que ides visitar; desse modo a vossa conversa será mais harmoniosa.


de  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Harmonia e Saúde"
Edições Prosveta

terça-feira, 9 de julho de 2013

O Essencial: A Vida


Primeiramente, há a vida.
Observai as criaturas: o que primeiro se manifesta nelas é a vida, e só bem mais tarde começam a sentir, a pensar e a agir eficazmente.
A vida... esta palavra resume todas as riquezas do Universo que aguardam, indiferenciadas, inorganizadas, que uma força venha ordená-las e activá-las. Assim, na palavra "vida" estão incluídos todos os desenvolvimentos futuros.
Numa célula estão já potencialmente contidos todos os órgãos que um dia deverão surgir, tal como uma semente que é necessário plantar, regar e cuidar para que dê frutos. Assim, após um determinado tempo - tal como acontece com a semente -, tudo começa a sair e a tomar forma a partir desse magma, desse caos, dessa realidade indeterminada que é a vida.
Foi deste modo que surgiram os órgãos que hoje possuímos; e muitos outros aparecerão futuramente...
Dado que o corpo físico é feito à imagem do corpo astral, o corpo astral à imagem do corpo mental e assim sucessivamente até ao plano divino, assim como possuímos cinco sentidos no plano físico, possuímos também cinco sentidos - o tacto, o paladar, o olfacto, a audição e a visão - no plano astral e no plano mental...
Estes órgãos ainda não estão desenvolvidos nos outros planos, mas existem e esperam o momento de se manifestar.
Quando eles estiverem formados, os seres humanos terão possibilidades espantosas de ver, sentir, ouvir, saborear, agir e deslocar-se.
A vida, o ser vivo, a célula viva, o microrganismo, contêm todas as possibilidades de desenvolvimento, mas serão necessários milhares de anos para que possam manifestar-se na sua plenitude.
Aí reside o mistério e o esplendor da vida.

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A vida é a matéria primordial, o reservatório donde brotam diariamente novas criações que se ramificam até ao infinito.
A partir desta vida indiferenciada e sem expressão que existe como uma simples possibilidade, o espírito cria incessantemente novos elementos, novas formas...


de  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Harmonia e Saúde"
Colecção Izvor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pensamentos Quotidianos - 2013



As pedras são vivas, sim, vivas e conscientes.
Elas falam-nos e nós podemos falar-lhes.
Estais surpreendidos...?
Pois bem, fazei a experiência procurando comunicar com elas.
Pegai numa pedra com a mão e escutai-a: pouco a pouco, sentireis que ela vos conta a longa história da terra, todos os acontecimentos a que assistiu e que se registaram nela, porque tudo se regista.
E também podeis fazer-vos ouvir por uma pedra falando-lhe com amor, pois o amor é a linguagem universal que toda a criação compreende.
Se pegardes numa pedra com amor, logo ela vibrará de modo diferente e poderá responder-vos com amor.
Quando souberdes falar às pedras, também podereis confiar-lhes mensagens.
Pegareis numa pedra e, impregnando-a com o vosso amor, pedir-lhe-eis que leve a paz e a alegria à pessoa a quem ireis dá-la. Sentireis mesmo que ela está feliz por lhe confiarem essa missão.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

03/07/2013

Edições Prosveta

domingo, 30 de junho de 2013


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Actualmente, há tantas pessoas que trabalham para a paz no mundo!
Mas, na realidade, elas nada fazem para que essa paz se instale verdadeiramente. Nunca pensaram que,  primeiro que tudo, são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz para a qual eles pretendem trabalhar.
Enquanto escrevem acerca da paz ou se reúnem para falar sobre ela, continuam a alimentar em si a guerra, pois estão constantemente a lutar contra isto ou aquilo.
Então, que paz podem essas pessoas criar?
A paz tem de ser instalada pelo homem primeiro nele mesmo, nos seus actos, nos seus sentimentos e nos seus pensamentos. Só nessa altura é que ele trabalhará verdadeiramente para a paz.

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A paz tal como geralmente é compreendida não é a verdadeira paz.
Se, por alguns minutos ou algumas horas, não sentis interiormente nem agitação nem desordem, isso não é ainda a paz, porque não é um estado duradouro.
Uma vez que a verdadeira paz se instale, não mais podereis perdê-la.
Sim, a paz não é somente sentir-se bem, calmo e sem preocupações durante uns momentos, é algo mais profundo, muito mais precioso... A paz, como vos disse, é um resultado.
Quando os instrumentos de uma orquestra estão perfeitamente afinados, quando todos os músicos, à força de tanto terem trabalhado com o maestro que os dirige, o conhecem, gostam dele e lhe obedecem, resulta daí uma extraordinária harmonia.
No ser humano, a paz é também uma harmonia, uma sintonia perfeita entre os elementos, as forças, as funções, os pensamentos, os sentimentos, as actividades.
Esta paz profunda, inexprimível, é muito difícil de obter, porque para isso são necessários a vontade, a paciência, o amor e um grande saber. Só quando o discípulo começa a apreender e a compreender a natureza e as propriedades de cada elemento, de cada pensamento, de cada sentimento, de cada desejo, a fim de nunca introduzir em si nada que possa perturbar a sua harmonia interior, e, finalmente, quando ele consegue eliminar do seu organismo tudo o que não vibra em uníssono, é que ele obtém a paz.

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A paz, como acabo de dizer-vos, é o resultado de uma harmonia entre todos os elementos que constituem o homem: o espírito, a alma, o intelecto, o coração, a vontade e o corpo físico. E ela é tão difícil de obter justamente porque estes elementos raramente estão em harmonia.
Determinado homem tem pensamentos lúcidos, sábios, mas eis que o seu coração, onde se introduziu um sentimento inferior, o pressiona a fazer disparates. Ou, se ele está animado dos melhores desejos, é a vontade que está paralisada. Como quereis que, nestas contradições, ele se sinta em paz?
A paz é a última coisa que o homem pode obter. Mas, quando, após toda a espécie de sofrimentos e de lutas, de reveses e de vitórias, ele consegue finalmente fazer triunfar a sua natureza divina sobre todas as revoltas e todos os alaridos da sua natureza inferior, então, e só então, ele pode encontrar a paz.

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de OMRAAM  MIKHAËL AÏVANHOV

em "Rumo ao Reino da Paz"

Colecção Izvor