MANHÃ AZUL
Venham ventos do sul
à minha janela!
Tragam-me o cheiro a pão e poejo.
Todas as mensagens e sortes...
manhã azul
aquela
que desejo
desde o tempo das minhas mortes...
Arco-íris decompostos.
Perspectivas
desintegradas
em asas de sol...
dias dispostos
em páginas vivas..
Tempestades rasgadas
em solidões de farol.
Venham séculos e lendas
despertar
memórias conhecidas.
Universos em gestação!
Tempo de vestir rendas
e cavalgar
utopias. Ilusões perdidas.
Ler vidas em cada mão.
Manhã azul...
manhã de todos os ventos do sul...
de Maria Emília
em "Ao som do amor"

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