quinta-feira, 6 de junho de 2013


MANHÃ  AZUL

Venham ventos do sul
à minha janela!
Tragam-me o cheiro a pão e poejo.
Todas as mensagens e sortes...
manhã azul
aquela
que desejo
desde o tempo das minhas mortes...

Arco-íris decompostos.
Perspectivas
desintegradas
em asas de sol...
dias dispostos
em páginas vivas..
Tempestades rasgadas
em solidões de farol.

Venham séculos e lendas
despertar
memórias conhecidas.
Universos em gestação!
Tempo de vestir rendas
e cavalgar
utopias. Ilusões perdidas.
Ler vidas em cada mão.

Manhã azul...
manhã de todos os ventos do sul...


de Maria Emília
em "Ao som do amor"

Sem comentários:

Enviar um comentário