quinta-feira, 27 de março de 2014

CRÓNICAS DO SILÊNCIO

III

No coração da montanha verde, onde nascem as esmeraldas, bem dentro do segredo, no olho da terra, a virgem verde entoa uma melodia, escorrida pelas vertentes do pensamento: o seu eco expande-se numa míriade de silêncios e orações; passagens abertas para o Universo.

Silêncio iluminado pelo som verde deste rio que salta pedras e dores e gera a alma dos peixes... dos cristais que fecundam outros verdes, outras cores - princípio do arco-íris - e, que mais além voa, feito estrelas e esperança.

No interior do silêncio, liberto a minha liberdade...
bailo pela imensidão dos tempos num sentir imponderável de infinito... de deus que sou!

Do coração da montanha elevam-se os pássaros e as flores... e há homens-semeadores de pão e amor.

Fevereiro/2014

de  MARIA  EMÍLIA

quarta-feira, 26 de março de 2014

CRÓNICAS DO SILÊNCIO

II



Entre um espaço e outro espaço, existe um tempo milenar, que também é um tempo imedível: mais pequeno que um pestanejar, mais pequeno que o nascer da palavra, mas que contém todas as palavras, mesmo as que ainda não nasceram.

Milénios de memórias, escondidas num espaço do esquecimento, desperto num outro espaço, em si mesmo, berço de silêncios, de movimento, de cores... logo de substância, de matéria, de formas.

Tempo subtil, espiritual, incomensurável, um não tempo neste tempo medido por cada célula que somos num espaço entre silêncios...

Fevereiro/2014

de  MARIA  EMÍLIA

terça-feira, 25 de março de 2014

CRÓNICAS DO SILÊNCIO


I


Tempo de silêncio...
com cheiro a chuva, a escorrer pelas esquinas das casas e dos muros.
Silêncio...
a cantar pelos corpos das árvores, pela macieza do veludo dos pássaros... a envernizar as pedras e os musgos.
Este silêncio que me inebria, fascina e faz voar...
voar tesouros inemagináveis, vivos...
Voar mais além...
Almas, como eu, feitas de Deus,
de mil cores e aromas.
Estrelas descidas do céu e plantadas neste tempo sagrado do saber e do amor.
Este silêncio...
esta chuva
a derramar sementes de futuro, no ventre aberto da terra.
Mãe-Terra.
Que sofre, que chora os seus filhos e, que em cada aurora se oferece, plena, aos famintos, passageiros vendados,
por opção!
Este silêncio a gritar pelos caminhos...
a rasgar cegueiras, medos, ignorâncias...
este silêncio,
que não é mendigo, mas estende a mão, por entre o pó dos dias e dos quereres.
Este silêncio...
cantado pelos deuses!

Janeiro/2014

MARIA  EMÍLIA

terça-feira, 11 de março de 2014


Quando nos apercebermos da incrível beleza que existe em cada um de nós,

               encontraremos a resposta para a paz -

   um mundo onde seja seguro amar-nos uns aos outros.



de autor desconhecido