III
No coração da montanha verde, onde nascem as esmeraldas, bem dentro do segredo, no olho da terra, a virgem verde entoa uma melodia, escorrida pelas vertentes do pensamento: o seu eco expande-se numa míriade de silêncios e orações; passagens abertas para o Universo.
Silêncio iluminado pelo som verde deste rio que salta pedras e dores e gera a alma dos peixes... dos cristais que fecundam outros verdes, outras cores - princípio do arco-íris - e, que mais além voa, feito estrelas e esperança.
No interior do silêncio, liberto a minha liberdade...
bailo pela imensidão dos tempos num sentir imponderável de infinito... de deus que sou!
Do coração da montanha elevam-se os pássaros e as flores... e há homens-semeadores de pão e amor.
Fevereiro/2014
de MARIA EMÍLIA






