II
Entre um espaço e outro espaço, existe um tempo milenar, que também é um tempo imedível: mais pequeno que um pestanejar, mais pequeno que o nascer da palavra, mas que contém todas as palavras, mesmo as que ainda não nasceram.
Milénios de memórias, escondidas num espaço do esquecimento, desperto num outro espaço, em si mesmo, berço de silêncios, de movimento, de cores... logo de substância, de matéria, de formas.
Tempo subtil, espiritual, incomensurável, um não tempo neste tempo medido por cada célula que somos num espaço entre silêncios...
Fevereiro/2014
de MARIA EMÍLIA


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