sábado, 27 de julho de 2013



OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em

lotusdourado7.blogspot.com


quinta-feira, 25 de julho de 2013

RESPIRAÇÃO (cont.)


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Ao estudarem a respiração e as suas ligações com os ritmos do Universo, os Iniciados descobriram que, para se poder comunicar com uma dada entidade ou uma dada região do mundo espiritual, é preciso encontrar um determinado ritmo e apropriar-se desse ritmo como de uma chave, tal como se faz quando se procura sintonizar um determinado comprimento de onda para se captar uma emissão de rádio. O comprimento de onda é um factor muito importante para entrar em comunicação com determinada emissora. Pois bem, o mesmo se passa em relação à respiração: é preciso saber a que ritmo se deve respirar para se entrar em contacto com esta ou aquela região do Universo.
A respiração pode, assim, revelar-nos grandes mistérios, mas na condição de sabermos acompanhá-la com um trabalho do pensamento.
Ao expirardes, pensai que conseguis estender-vos até tocar os confins do Universo; em seguida, ao inspirardes, voltai a vós, ao vosso ego, que é como que um ponto imperceptível, o centro dum círculo infinito. De novo vos dilatais... e vos contraís...
Descobrireis assim o movimento de fluxo e refluxo que é a chave de todos os ritmos do Universo.
Se tornardes este movimento consciente em vós, entrareis na harmonia cósmica e realizar-se-á  uma troca entre o Universo e vós, porque ao inspirardes recebereis elementos do espaço e ao expirardes projectareis, em retorno, algo do vosso coração e da vossa alma.

Aqueles que sabem harmonizar-se com a respiração cósmica entram na consciência divina.
Mas muitos de vós estão ainda longe de compreender a dimensão espiritual da respiração!
Se sentísseis essa dimensão, trabalharíeis durante toda a vossa vida para inspirar a força e a luz de Deus, e depois dar esta luz ao mundo inteiro.
Sim, porque a expiração também é isso: distribuir a luz que se conseguiu recolher de Deus.

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de  OMRAAM  MIKHAËL AÏVANHOV

em "Harmonia e Saúde"

quarta-feira, 24 de julho de 2013

RESPIRAÇÃO


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Precisais de aprender a respirar conscientemente, quer dizer, a ligar o pensamento à respiração, para poderdes atingir as forças ocultas no subconsciente. Em vez de fazerdes as vossas respirações matinais de um modo automático e de ocupardes o vosso pensamento apenas com a contagem dos tempos durante os quais deveis respirar, utilizai as mãos para contar e libertai o pensamento, preenchei-o com as ideias e as imagens mais luminosas, e fareis assim um trabalho magnífico.
A respiração consciente e profunda traz bênçãos incalculáveis à vida intelectual, à vida emocional e à vida física.
Deveis observar os bons efeitos dessa respiração no vosso cérebro, na vossa alma e em todas as faculdades; é um factor importantíssimo em todos os domínios da vida. Nunca descureis esta questão.

Procurai respirar conscientemente também nos pequenos actos da vida quotidiana, quando vos relacionais com as outras pessoas; isso permitir-vos-á ter autodomínio.
Antes de uma conversa, por exemplo, para que a discussão não degenere em disputa, ou quando tendes de repreender ou castigar uma criança, deveis afastar tudo aquilo que possa perturbar-vos, com a ajuda de uma respiração profunda: os pensamentos tornar-se-ão mais calmos e mais claros.

Estudai-vos, observai-vos quando passais por uma situação que vos faz sofrer, quando estais prestes a ceder à cólera ou à sensualidade: a vossa respiração perde a regularidade, a profundidade, torna-se irregular, ofegante.
Uma respiração irregular desperta forças negativas.
Bastar-vos-ia respirar cinco minutos assim para desencadeardes forças negativas em vós... e vice-versa.

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Uma boa respiração harmoniza as trocas.

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Antes de estenderdes a mão a alguém, respirai profundamente (com discrição, claro)... e fazei o mesmo antes de entrardes em casa de alguém que ides visitar; desse modo a vossa conversa será mais harmoniosa.


de  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Harmonia e Saúde"
Edições Prosveta

terça-feira, 9 de julho de 2013

O Essencial: A Vida


Primeiramente, há a vida.
Observai as criaturas: o que primeiro se manifesta nelas é a vida, e só bem mais tarde começam a sentir, a pensar e a agir eficazmente.
A vida... esta palavra resume todas as riquezas do Universo que aguardam, indiferenciadas, inorganizadas, que uma força venha ordená-las e activá-las. Assim, na palavra "vida" estão incluídos todos os desenvolvimentos futuros.
Numa célula estão já potencialmente contidos todos os órgãos que um dia deverão surgir, tal como uma semente que é necessário plantar, regar e cuidar para que dê frutos. Assim, após um determinado tempo - tal como acontece com a semente -, tudo começa a sair e a tomar forma a partir desse magma, desse caos, dessa realidade indeterminada que é a vida.
Foi deste modo que surgiram os órgãos que hoje possuímos; e muitos outros aparecerão futuramente...
Dado que o corpo físico é feito à imagem do corpo astral, o corpo astral à imagem do corpo mental e assim sucessivamente até ao plano divino, assim como possuímos cinco sentidos no plano físico, possuímos também cinco sentidos - o tacto, o paladar, o olfacto, a audição e a visão - no plano astral e no plano mental...
Estes órgãos ainda não estão desenvolvidos nos outros planos, mas existem e esperam o momento de se manifestar.
Quando eles estiverem formados, os seres humanos terão possibilidades espantosas de ver, sentir, ouvir, saborear, agir e deslocar-se.
A vida, o ser vivo, a célula viva, o microrganismo, contêm todas as possibilidades de desenvolvimento, mas serão necessários milhares de anos para que possam manifestar-se na sua plenitude.
Aí reside o mistério e o esplendor da vida.

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A vida é a matéria primordial, o reservatório donde brotam diariamente novas criações que se ramificam até ao infinito.
A partir desta vida indiferenciada e sem expressão que existe como uma simples possibilidade, o espírito cria incessantemente novos elementos, novas formas...


de  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Harmonia e Saúde"
Colecção Izvor

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Pensamentos Quotidianos - 2013



As pedras são vivas, sim, vivas e conscientes.
Elas falam-nos e nós podemos falar-lhes.
Estais surpreendidos...?
Pois bem, fazei a experiência procurando comunicar com elas.
Pegai numa pedra com a mão e escutai-a: pouco a pouco, sentireis que ela vos conta a longa história da terra, todos os acontecimentos a que assistiu e que se registaram nela, porque tudo se regista.
E também podeis fazer-vos ouvir por uma pedra falando-lhe com amor, pois o amor é a linguagem universal que toda a criação compreende.
Se pegardes numa pedra com amor, logo ela vibrará de modo diferente e poderá responder-vos com amor.
Quando souberdes falar às pedras, também podereis confiar-lhes mensagens.
Pegareis numa pedra e, impregnando-a com o vosso amor, pedir-lhe-eis que leve a paz e a alegria à pessoa a quem ireis dá-la. Sentireis mesmo que ela está feliz por lhe confiarem essa missão.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

03/07/2013

Edições Prosveta

domingo, 30 de junho de 2013


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Actualmente, há tantas pessoas que trabalham para a paz no mundo!
Mas, na realidade, elas nada fazem para que essa paz se instale verdadeiramente. Nunca pensaram que,  primeiro que tudo, são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico que devem viver segundo as leis da paz para a qual eles pretendem trabalhar.
Enquanto escrevem acerca da paz ou se reúnem para falar sobre ela, continuam a alimentar em si a guerra, pois estão constantemente a lutar contra isto ou aquilo.
Então, que paz podem essas pessoas criar?
A paz tem de ser instalada pelo homem primeiro nele mesmo, nos seus actos, nos seus sentimentos e nos seus pensamentos. Só nessa altura é que ele trabalhará verdadeiramente para a paz.

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A paz tal como geralmente é compreendida não é a verdadeira paz.
Se, por alguns minutos ou algumas horas, não sentis interiormente nem agitação nem desordem, isso não é ainda a paz, porque não é um estado duradouro.
Uma vez que a verdadeira paz se instale, não mais podereis perdê-la.
Sim, a paz não é somente sentir-se bem, calmo e sem preocupações durante uns momentos, é algo mais profundo, muito mais precioso... A paz, como vos disse, é um resultado.
Quando os instrumentos de uma orquestra estão perfeitamente afinados, quando todos os músicos, à força de tanto terem trabalhado com o maestro que os dirige, o conhecem, gostam dele e lhe obedecem, resulta daí uma extraordinária harmonia.
No ser humano, a paz é também uma harmonia, uma sintonia perfeita entre os elementos, as forças, as funções, os pensamentos, os sentimentos, as actividades.
Esta paz profunda, inexprimível, é muito difícil de obter, porque para isso são necessários a vontade, a paciência, o amor e um grande saber. Só quando o discípulo começa a apreender e a compreender a natureza e as propriedades de cada elemento, de cada pensamento, de cada sentimento, de cada desejo, a fim de nunca introduzir em si nada que possa perturbar a sua harmonia interior, e, finalmente, quando ele consegue eliminar do seu organismo tudo o que não vibra em uníssono, é que ele obtém a paz.

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A paz, como acabo de dizer-vos, é o resultado de uma harmonia entre todos os elementos que constituem o homem: o espírito, a alma, o intelecto, o coração, a vontade e o corpo físico. E ela é tão difícil de obter justamente porque estes elementos raramente estão em harmonia.
Determinado homem tem pensamentos lúcidos, sábios, mas eis que o seu coração, onde se introduziu um sentimento inferior, o pressiona a fazer disparates. Ou, se ele está animado dos melhores desejos, é a vontade que está paralisada. Como quereis que, nestas contradições, ele se sinta em paz?
A paz é a última coisa que o homem pode obter. Mas, quando, após toda a espécie de sofrimentos e de lutas, de reveses e de vitórias, ele consegue finalmente fazer triunfar a sua natureza divina sobre todas as revoltas e todos os alaridos da sua natureza inferior, então, e só então, ele pode encontrar a paz.

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de OMRAAM  MIKHAËL AÏVANHOV

em "Rumo ao Reino da Paz"

Colecção Izvor




sexta-feira, 28 de junho de 2013


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Apesar de conhecermos o heliocentrismo como realidade astronómica, ainda não inferismo todas as suas consequências nos domínios biológico, psicológico, cultural e espiritual.
Agora, que começa a captar duma maneira mais directa a energia solar, porque não procura o homem, descobrir em si mesmo, na sua vida psíquica e, por extensão, na sua vida social, o cunho solar que ali se encontra oculto há já muito, muito tempo?
O Sol está presente em nós e, por isso, pode manifestar-se em cada um a ponto de alargar a nossa consciência a uma visão planetária dos problemas humanos.

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Tudo o que existe na Terra existiu primeiro, em estado etérico, no Sol.
Para compreender esta ideia é preciso saber que os elementos se formaram por condensação sucessiva. No começo, era o fogo. O fogo emanou dele uma substância mais densa, o ar, que, por sua vez, emanou a água. A água, por seu turno, desembaraçando-se dos seus elementos mais densos, formou a terra (aliás, já existem as provas científicas de que a vida que existe na terra saiu da água). Cada elemento é uma condensação dum outro elemento mais subtil: o ar do fogo, a água do ar, a terra da água.
Mas,  além do fogo que nós conhecemos, existe um outro fogo, a luz do sol, que é a verdadeira origem de todas as coisas.

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Enquanto não tentardes encontrar o centro, o vosso centro, que é a parte divina de vós próprios, e viver lá, olhar e agir de lá, não encontrareis a verdade, vereis tudo de uma maneira enganadora.

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Utilizarei todos os meios, todos os argumentos, todos os conhecimentos de que disponho para vos conduzir para esta verdade fascinante: deveis trabalhar para encontrar primeiramente o centro do nosso sistema, o Sol, essa fonte de onde brota a vida, e depois, no plano espiritual, Aquele que é o maior, o mais poderoso - o Senhor -, a fim de os ligar ao vosso próprio centro, a vossa centelha, o vosso Eu superior, visto que só nesse momento é que vos encontrareis a vós próprios, é que descobrireis a verdade.
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de OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Rumo a uma civilização solar"

Colecção Izvor

sábado, 22 de junho de 2013


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Os Iniciados, que estudaram profundamente as diferentes manifestações da vida, quiseram dar aos humanos métodos para eles reencontrarem a sua força primordial, pois no começo o homem possuía essa força e toda a natureza lhe obedecia. Ele perdeu-a quando se deixou arrastar pelo peso da matéria; é a isso que se chama a queda.
O ser humano cometeu, pois, um erro: perdeu a sua força deixando-a submergir numa matéria mais densa, mais grosseira.
Anteriormente, ele também vivia na matéria, mas era uma matéria etérica, graças à qual ele realizava maravilhas. Por isso está escrito na Bíblia que Adão e Eva viviam no paraíso, no jardim do Éden, nus, na pureza e na luz, e nessa altura não conheciam a doença nem a morte.
Foi ao tentar penetrar numa matéria mais densa, para a explorar, que os humanos perderam a leveza, a liberdade e a imortalidade. Começaram a sofrer doenças e a morte apoderou-se deles.
Neste momento, após milhares de anos, a situação mantém-se: o sofrimento, a doença, a morte...
E assim continuará até eles reencontrarem o caminho que os conduzirá ao restabelecimento da sua vida primordial.
É aquilo a que os Iniciados chamam «a reintegração dos seres»: o retorno à glória primordial. Nisto se resume, pois, toda a filosofia dos Iniciados.
Eles dizem: «Vós estais colocados entre o espírito e a matéria; então, reflecti, estudai, observai, em cada momento da vossa existência, o que é que em vós prevalece. Se sentis despertar pensamentos e sentimentos que vos entorpecem e vos atormentam, em vez de os deixar envolver-vos, tentai neutralizá-los. Os seres que se deixam subjugar pela matéria perdem a sua luz, a sua liberdade e a sua bondade, ao passo que aqueles que conseguem desligar-se dela, para dar o primeiro lugar à actividade do espírito, tornam-se livres, luminosos e fortes.
É no espírito que se encontra a força.
Por isso, deveis entrar cada vez mais em vós mesmos, recolher-vos para atingir o princípio divino em vós.


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A maioria dos humanos só conta com o lado exterior, mas por quanto tempo poderão continuar assim?
Durante a sua existência, tiveram dinheiro e armas; bom, está bem; mas como, ao morrer, não podem levar isso com eles, e como aqui na terra não trabalharam para fortalecer o seu espírito, quando são obrigados a deixar a terra perdem todas essas posses! Nesse momento compreendem que terminou o tempo em que se julgavam fortes e começam então a arrepender-se e a sofrer; é precisamente isso o Inferno.


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Há anos que eu vos digo: «Vá, inscrevei-vos na escola da força, fazei esforços», pois nada fazer é a morte.
Um dia verificareis quão necessária é a vida intensa. Por isso, há que viver sob o signo do entusiasmo, por isso não se deve abandonar o amor, o amor espiritual, pois é ele que cria em nós esse estado de cintilação e de irradiação que rejeita tudo o que é negativo e tenebroso.
As pessoas que se julgam inteligentes e sábias, pensando que é inútil amarem e serem boas, assinaram a sua sentença de morte... a morte espiritual, primeiro, mas a outra virá depois.
É necessário, pois, que vos decidais, a partir de agora, a compreender em que reside o sentido da vida, em que reside a saúde, em que reside a força.
A força está na actividade do espírito.


de OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em  "Poderes do pensamento"

Colecção Izvor

quinta-feira, 20 de junho de 2013


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Os humanos possuem em si mesmos factores extremamente eficazes: o pensamento, a imaginação, a vontade... mas como estão habituados a recorrer de preferência aos meios exteriores, é evidente que as suas faculdades psíquicas não se desenvolvem. Eles não têm fé, ou então não têm paciência, e procuram sempre algo exterior, material, tangível. 
«O pensamento, o pensamento... eu tentei e não obtive resultados!» 
E porquê?
Suponde que tendes uma deficiência física ou psíquica: provavelmente levastes séculos a formá-la; como podereis então imaginar que vos vereis livres dela apenas em dois minutos? Talvez sejam precisos outros tantos séculos!
Existe uma justiça no universo.
Na realidade, é bom ligar os dois - os meios interiores e os meios exteriores - para acelerar as coisas, mas há que começar por trabalhar com a alma, o espírito e o pensamento, e só depois acrescentar um elemento físico para facilitar o processo.
De momento, passa-se precisamente o contrário: a ciência faz descobertas, a técnica e a indústria aplicam-nas, e isso faz desenvolver a economia do país; então, no interesse da economia vai-se envenenando e enfraquecendo a espécie humana.
Para que a ciência se desenvolva, a espécie humana vai periclitando!

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Bem entendido, eu não estou a dizer que deveis descurar completamente o lado material. Não vos induzo a abandonar tudo para vos dedicardes apenas à meditação e à oração, como fizeram certos yogis ou certos ascetas cristãos que seguiram essa via.. O nosso objectivo, a nossa tarefa, é diferente; não se trata de cativar algumas pessoas e de as levar para um caminho puramente espiritual e místico. A nossa tarefa consiste em arrastar connosco o mundo inteiro, e não se pode levar o mundo inteiro por uma via que serve só para alguns. E dado que o nosso objectivo é diferente, também os nossos métodos são diferentes.
Lá que alguns ascetas e eremitas tenham abandonado tudo para se retirarem para as florestas e para os desertos, está bem, mas agora ir fazer o mesmo com países inteiros, cada um debaixo da sua árvore ou enfiado numa gruta a orar e a meditar!... Não faria sentido.
Quem trabalharia?
Quem se ocuparia da alimentação para assegurar pelo menos um mínimo?
Bem poderiam todos preparar-se para morrer de fome ou de frio!
Eu quero propôr-vos um sistema filosófico que se aplique a toda a gente, para que todos possam trabalhar, ganhar dinheiro, casar, ter uma família, mas, ao mesmo tempo, ter uma luz, uma disciplina, um método.

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Com todos os dados precisos que eu vos transmito, começais a sentir que a vossa vida adquire finalmente um sentido, que ela está a ser orientada, determinada, e que sabeis para onde ides.
Assim, cada vez mais se fará luz em vós e, ao mesmo tempo, tereis alegria e felicidade, pois elas andam a par.
Enquanto pensardes que sois pobres e deserdados, sereis infelizes, mas se de repente descobrísseis na vossa casa tesouros escondidos, será que isso vos passaria despercebido, será que isso vos deixaria frios e indiferentes?
Não.
Pois bem, o mesmo se passará quando descobrirdes as riquezas, as possibilidades, a força que em vós existe.
De imediato, voltareis a sorrir.

de  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Poderes do pensamento"

Colecção Izvor

segunda-feira, 17 de junho de 2013


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«Mas,direis vós, como é que entraremos em contacto com o mundo do espírito?»
Falei-vos há pouco de antenas que captam as ondas, as vibrações. O homem possui essas antenas, antenas espirituais. Mas enquanto as antenas materiais, de rádio, de televisão... permanecem fixas, as antenas espirituais são móveis, porque são vivas.. Podemos comparar essas antenas a uma série de diapasões que, consoante o tamanho dos seus braços, vibram em certos comprimentos de onda com os quais estão em ressonância, em afinidade. Podeis fazer uma experiência: colocai num suporte vários diapasões, de tamanhos desiguais, e tocai várias notas no piano: dó...mi... lá... A cada nota ouvireis responder uma diapasão, aquele que se encontra em perfeita afinidade com a onda que chega até ele. Passa-se o mesmo com o homem.
Se quiser captar ondas do Céu, ele terá de encolher as suas antenas; quanto mais as alongar, mais receberá as ondas de baixo, até ao mundo infernal.
Depende do homem, pois, pôr-se em contacto e vibrar neste ou naquele comprimento de onda, consoante o comprimento das suas antenas.
Eu digo «alongar» ou «encolher» as antenas, mas isto é uma maneira de dizer; podemos empregar outras expressões que signifiquem que o homem se materializa ou se espiritualiza.
Quanto mais ele se materializar, mais receberá comunicações das regiões infernais; quanto mais se afinar e se espiritualizar, mais a sua vida se tornará intensa e mais ele captará as ondas do Céu. Isso depende dele, pois interiormente possui todas as possibilidades.
Eis um campo imenso para todos aqueles que querem tornar-se verdadeiros criadores.

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de OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Poderes do Pensamento"

Colecção Izvor

domingo, 9 de junho de 2013


Aquele que decide trabalhar para o bem de toda a humanidade nunca deve questionar-se se vai ser bem sucedido ou não, pois esta questão, que introduz nele uma dúvida, trava-o no seu impulso. Ele deve trabalhar, pura e simplesmente!
E a História ensina-nos que não se deve fazer juízos sobre o valor dos seres tomando apenas como critério os seus sucessos ou os seus insucessos. Aqueles que obtiveram sucesso não são necessariamente os maiores, nem aqueles que falharam são menos elevados.
Cada criatura vem à terra com uma determinada missão e, muitas vezes, aqueles que estão encarregues das missões mais grandiosas estão destinados a fracassar, pelo menos aparentemente. Mas eles prepararam o terreno - e isso é  o mais difícil - para outros que serão bem-sucedidos.
Então, que aqueles que são bem-sucedidos não esqueçam que devem o seu sucesso aos esforços e sacrifícios daqueles que os precederam.

Pensamento em 09/06/2013  de OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

Livro "Pensamentos Quotidianos"

sábado, 8 de junho de 2013

NOVO TEMPO

Pendurado
em fio de prata
este viver desfiado!
Hesitação que se desata...
Tempo a cair
em relógios de pedra... e desertos.
Vidas que hão-de vir.
Meus dias de sol... abertos.

Amanhecem
flores
nos olhos dos cavalos cor de vento...
fenecem
sombras e dores
no sussurro d'um juramento.

Erguem-se deuses e luas.
Altares. Catedrais.
Em brancuras de manhãs nuas
gritam as garças reais.

Desfalecem
noites e prisões
no abrir de sons e maresias...
crescem
aromas de madressilva... cintilações
a enfeitar céus e fantasias.

Pendurado
em fio de prata
nasce o tempo renovado
sem calendário nem data.
Matriz
d'outro mundo! D'outra luz...
excelso! Raiz
d'um viver sem cruz!...


de Maria Emília
em "Ao som do amor"

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Os humanos deixam-se arrastar pelo turbilhão da vida ambiente, que apresenta tantas tentações. E não há ninguém para os por de sobreaviso contra o perigo que tantas solicitações representam. Pelo contrário, até lhes fazem crer que a satisfação de todos os desejos  que então despertam neles contribui para o seu desenvolvimento, que ela é uma condição para o seu enriquecimento interior. Pois bem, não é assim, não é a satisfação  de  todos esses múltiplos desejos que os enriquecerá , pois é nisso que eles esbanjam as suas energias. E se, na vida prática, eles tiverem de levar por diante diferentes actividades, só o farão de forma  construtiva se mantiverem um pensamento director, um desejo fundamental que alimenta e reforça todos os seus outros projectos.
Há imensas pessoas que se lamentam da situação deplorável da sociedade!
Qual é a razão desta situação deplorável?
É que aqueles que querem o bem e que seriam capazes de o realizar dispersam-se em actividades que não têm qualquer relação com esse bem. E deixam lugar para os insensatos, para os ambiciosos, que, esses sim, sabem concentrar todas as suas energias nos seus propósitos censuráveis.

Pensamento de Omraam Mikhaël Aïvanhov - 7 de Junho de 2013

(livro "Pensamentos Quotidianos")

quinta-feira, 6 de junho de 2013


MANHÃ  AZUL

Venham ventos do sul
à minha janela!
Tragam-me o cheiro a pão e poejo.
Todas as mensagens e sortes...
manhã azul
aquela
que desejo
desde o tempo das minhas mortes...

Arco-íris decompostos.
Perspectivas
desintegradas
em asas de sol...
dias dispostos
em páginas vivas..
Tempestades rasgadas
em solidões de farol.

Venham séculos e lendas
despertar
memórias conhecidas.
Universos em gestação!
Tempo de vestir rendas
e cavalgar
utopias. Ilusões perdidas.
Ler vidas em cada mão.

Manhã azul...
manhã de todos os ventos do sul...


de Maria Emília
em "Ao som do amor"

domingo, 26 de maio de 2013



... O vazio não é um fim em si mesmo, deve servir para atrair a plenitude.

de Omraam Mikhaël Aïvanhov

(em "A vida psíquica: elementos e estruturas")

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Sabedoria, amor e verdade formam, simbolicamente, um triângulo no qual cada lado faz a ligação entre os outros dois.
A sabedoria une o amor à verdade.
Ela dá ao amor o poder de vivificar a existência e à verdade o de nos tornar livres, quaisquer que sejam as condições.
O amor une a sabedoria à verdade.
Ele traz uma abertura, uma generosidade necessária à manifestação da sabedoria em sintonia com o poder libertador da verdade. Sem o amor, não podemos ter uma boa visão das coisas nem ser livres.
A verdade une o amor à sabedoria.
Ela é a concretização do amor, a vida perfeita, e da sabedoria que ilumina o nosso caminho.
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(do livro "Pensamentos Quotidianos - 20/5/2013)

Omraam Mikhaël Aïvanhov

quarta-feira, 15 de maio de 2013



... a tarefa do artista é a de realizar, no plano físico, aquilo que a inteligência concebe como verdadeiro e que o coração sente como bom, para que o mundo superior, o mundo do Espírito, possa descer e encarnar-se na matéria.

De OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

em "Criação artística e criação espiritual"

terça-feira, 7 de maio de 2013


Deveis considerar o mundo material
como um terreno de exercício
para o vosso espírito.

(do pensamento de 7.5.2013)
de Omraam Mikhaël Aïvanhov